Desmontagem do cabo Xilinx DLC4 ou XChecker

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   Esse post fala do cabo DLC4, conhecido por XChecker dentro dos programas da Xilinx, ele é serial, tem interface JTAG e serial para configuração de FPGA, o cabo é muito interessante, porém todos os softwares Webpack do fabricante, a partir da versão 4 já não suportam mais essa interface de programação.

   Para usá-lo, é necessário uma porta serial real, e o Webpack mais antigo que essa versão, ou então o software ainda mais velho, da linha Foundation.

   Abrindo, nota-se que a placa é bem densa, de um lado há uma ram estática de 128kB, como na foto:


   Já do outro lado, há um FPGA da Xilinx, linha XC3000 esta já descontinuada, este FPGA é da segunda linha que foi lançada, vale a pena lembrar que o FPGA como conhecemos foi criado pela Xilinx, da já extinta linha XC2000.

   O XC3042, é um FPGA que não possui memória de configuração não volátil interna (como a grande maioria), sendo RAM, um dos métodos mais usuais de se usá-lo em circuitos é com o uso de uma memoria de configuração, nesse caso é a XC1736, logo acima do FPGA, verifica-se que ele é ROM, mas, esta não é a única forma de se configurar essa linha em específico, sendo comum o uso de memórias EPROM nessa época, notamos que nesse caso, houve uma preferência lógica por soluções em circuitos integrados do próprio fabricante.



   Também há um LT1281, este muito similar ao MAX232, porém com menor consumo de energia e exigindo capacitores menores, o consumo baixo é algo muito importante nessa aplicação, já que a alimentação vem do próprio circuito a ser conectado.
  
    Mas qual a real necessidade de uma RAM e um FPGA num cabo desses? A resposta é que além das operações corriqueiras como programação e configuração, esse cabo também pode ler os estados do dispositivo em teste, além de gerar pulsos de clock especificados para finalidades de diagnósticos dos circuitos internos ao FPGA sendo testado, logo este não é somente um dispositivo para programação.

    É isso aí pessoal! Comentem, não custa nada!
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Circuitos não muito usuais que podem ser feitos com inversores TTL

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    Olá pessoal! Em primeiro lugar desculpem pela demora em postar algo, não ando mais trabalhando na área e, acabei deixando essas coisas de lado, mas sempre que tiver uma coisa útil em mente postarei aqui!
   
    Essa postagem é sobre dois circuitos que podem ser feitos com inversores TTL ou até CMOS, são circuitos que não se vê todo dia por aí, vale lembrar que no caso dos CMOS se podem fazer muito mais desses tais circuitos incomuns, mas decidi focar nos TTL.

   O primeiro circuito é um ring oscillator, que é desconhecido por muita gente, basicamente corresponde a um número ímpar de inversores ligados um na saída do outro, este circuito forma um oscilador, cuja frequência é ditada pelo inverso da soma dos tempos de propagação de todos os gates.
   
   A frequência pode ser variada se inserindo circuitos RC nos inversores, ou então aumentando o número de portas, verifique a montagem com um 74S04:
   

   Agora verifique as formas de onda na saída (depois de um inversor a mais, como buffer), que são para 3 e 5 gates, respectivamente:




   Se você fazer as contas da frequência, de acordo com os dados dos tempos de propagação no datasheet, vai ver que a frequência será um pouco maior, mas porquê?

   O problema é que aqueles tempos só funcionam pra aquela carga específica, no nosso caso, os tempos de propagação são um pouco melhores, que, nesse caso, devem ser calculados segundo o capítulo 1 do livro de Microeletrônica do Sedra/Smith, livro excelente por sinal.

   Outro circuito interessante é o flip-flop RS com inversores, outro circuito pouco usual, mas também útil em diversas situações, confira o esquema do que foi feito:

    Este circuito é explicado em detalhes pelo livro que mencionei, mas porém, feito com lógica CMOS, nesse caso do TTL, os resistores (que não existem no caso do CMOS) não deverão ser alterados, confira o vídeo que fiz na operação desse circuito:

video

    É isso aí pessoal! Comentem!
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